A França segue as regras da União Europeia: microchip, vacina antirrábica, sorologia em laboratório aprovado pela UE, espera de 90 dias entre a coleta e o CVI, e CVI emitido pelo MAPA (Vigiagro). Começando do zero, o prazo mínimo é de cerca de 4 meses. O ponto de maior atenção na França são os cães considerados perigosos: cães parecidos com pit bull, mastiff ou tosa sem pedigree são proibidos de entrar no país. Gatos de raças híbridas, como Bengal e Savannah, também precisam de pedigree reconhecido.
Veja o passo a passo completo no nosso guia da União Europeia.
1. Controle na alfândega. Na chegada à França, o CVI deve sempre ser apresentado aos agentes da alfândega (douane) para receber o visto. Tenha o CVI original e os comprovantes de vacina em mãos ao desembarcar.
2. Até 5 animais por pessoa. Esse é o limite por tutor ou pessoa autorizada. A exceção são animais com mais de 6 meses inscritos em concursos, exposições ou eventos esportivos, com comprovação escrita.
3. Vai seguir para outro país da UE? Se, depois de entrar pela França, o pet seguir para outro país da UE, o CVI continua valendo por até 6 meses a partir do controle de entrada, ou até a vacina antirrábica vencer, o que vier primeiro.
4. Cães de assistência não têm exceção. Cães-guia e de assistência precisam cumprir todas as regras de entrada, como qualquer outro pet.
5. Chancela física. Voos que entram na UE direto pela França não exigem chancela física do CVI. Se houver conexão em Madri, Frankfurt, Amsterdã, Roma ou outro aeroporto da Alemanha, Espanha, Itália, Irlanda, Países Baixos ou Suécia, a chancela é obrigatória.
A França divide os cães considerados perigosos em duas categorias, e a diferença está no pedigree.
| Categoria 1 – cães de ataque | Categoria 2 – cães de guarda e defesa | |
|---|---|---|
| Quais são | Cães sem pedigree com aparência de American Staffordshire Terrier (pit bull), Mastiff (boerboel) ou Tosa | American Staffordshire Terrier, Tosa e Rottweiler com pedigree reconhecido pela FCI, e cães com aparência de Rottweiler mesmo sem pedigree |
| Podem entrar na França? | Não. A entrada é totalmente proibida. | Sim, cumprindo exigências específicas do governo francês |
Dica importante: o pedigree emitido pela CBKC é reconhecido pela FCI. Se o seu cão tem uma dessas aparências, verifique o pedigree antes de planejar a viagem, porque isso define se ele pode ou não entrar na França.
Gatos e cães híbridos: animais vindos de cruzamento com espécies não domésticas, como cão-lobo e gatos Bengal ou Savannah, só são tratados como pets se tiverem pedigree em livro reconhecido (FCI para cães, LOOF para gatos). Sem o pedigree, o animal é considerado híbrido, e a entrada exige uma licença de importação prévia emitida pelo órgão ambiental francês (DREAL).
Se ele não tiver pedigree reconhecido pela FCI, não: é classificado como categoria 1, e a entrada é proibida. Com pedigree de American Staffordshire Terrier, entra como categoria 2, cumprindo as exigências específicas.
Pode. Com ou sem pedigree, o Rottweiler é categoria 2 e entra cumprindo as exigências específicas do governo francês.
Sim. Ele precisa ter pedigree reconhecido (LOOF ou equivalente). Sem pedigree, é considerado híbrido, e a entrada exige licença de importação prévia.
Pelo menos 4 meses, se o pet ainda não tem microchip, vacina e sorologia.
Não há aviso prévio obrigatório como em Portugal, mas o CVI precisa ser apresentado à alfândega na chegada.
Pode. O CVI segue válido por até 6 meses após a entrada, ou até a vacina vencer.
Sobre o autor: Rubens Cesar Nogueira, Global Operations da Sonho e Magia Viagens. Certificado IATA LAR, responde pelos requisitos sanitários e pela documentação dos pets. A Sonho e Magia é membro da IPATA e já levou mais de 4.000 pets ao exterior desde 2021.
Vai levar seu pet para a França? A Sonho e Magia verifica as regras de raça, cuida da documentação sanitária e da logística aérea, para vocês chegarem juntos.
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